Eis que retorna o cavalheiro.
Esculpido e embrutecido das batalhas,
Retorna coberto de honras e
Glórias passadas.
Arrasta sua espada
Afiada pela estopa
Que limpou o sangue
Espalhado em sua navalha.
No seu corpo,
Inúmeras cicatrizes espalhadas.
Do confronto direto com o inimigo,
Do resultado das estocadas.
Seu semblante forte
De olhos encrespados
Refletem a certeza
Do destino que lhe deu a vida.
Seus passos, marcados
Pela fúria que é necessária
No campo de batalha.
Sem a qual pereceria.
De armadura prateada
Corta o pátio enfeitado
Pela admiração e temor
Das pessoas que o olham.
Passeia pela vitrine
Da nobreza, e se curva
Ao rei e a princesa, bela.
Condecorado, dirige-se ao seu quarto.
O cavalheiro despe-se
De sua armadura. E procura
Num pedaço de papel,
No espaço de uma lauda,
Descrever sua fúria em pura poesia.
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